sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Quem já viu a Lua Cris?

Teresinha disse-nos que Madalena foi pro Mar.
A gritar, Sem compromisso, encontrei-me a indagar:
"Cadê você, Cadê você, Madalena Leyla"?
"Cadê você, Leyla?"
Vi-me Cara a Cara
a um destino cruel,
Um buraco sem fim.
Como se fosse primavera,
Ela partiu,
e De todas as Maneiras,
Todos os meus órgãos,
anseiam a volta dela.
"Deixe a menina, Jorge Maravilha,
que um dia ela há de voltar"

De repente, do riso fez-se o pranto
e eu caio na fossa xingando em nagô
uma cigana revelou: "é água de beber, camarada"
aquela mulher me deixou a ver navios
porém, até pensei: o amor só é bom se doer
e assim, quando o meu bem-querer nascer
imagina, não ficarei injuriado, meu caro amigo.

O caderno secreto do meu amor será paratodos,
pois já estou pelas tabelas
um pedaço de mim está sob medida
e estou trocando em miúdos.
Para morrer de tanto amar
já estou até acendendo velas.
Ai de quem ama, como dizia o poeta.

Todo sentimento Vai Passar.
Uma Palavra já é o bastante:
Fica.
Talvez sejamos
Futuros amantes,
Talvez seja só mais um de meus Sonhos Impossíveis,
se isso for de fato nosso Cotidiano, Madalena,
Viverão outros amantes,Outros Sonhos.
Mas decerto, esse Desencontro vai morrer:
Seu outro Qualquer amor, outro quiçá,
Não mudará o destino desse raso
Copo Vazio.
Que será que acontece
para que nossa felicidade torne-se cada dia mais tardia?
Como Um Samba de Adeus,
declaro meu Choro Bandido,
E mostro aos céus que
O Último Blues desse Amor Barato
Não fala de Maria,
Mas sim de um Romance,
De um Samba e Amor
Que com o tempo Até Pensei
que seria Pra Sempre.